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Um abraço na Catedral da Sé em defesa do SUS

No Dia Mundial da Saúde: caminhada cívica reúne representantes de diversos setores da sociedade paulista para exigir mais investimento no SUS

Emblemático para a classe médica, o 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, teve amplitude e eco bem maiores neste 2015. Um ato público convocado pela Frente Democrática em Defesa do SUS juntou cerca de mil manifestantes em passeata que teve como ponto de saída a Associação Paulista de Medicina (APM) e seu grande final na Praça da Sé, marco de movimentos sociais de importância histórica, como os das Diretas Já e o do Impeachment de Collor.

Por volta das 12h, ao tocar dos sinos da Catedral, estudantes, donas de casa, aposentados, advogados, jornalistas, enfermeiros, fisioterapeutas, advogados, professores, entre outros, deram as mãos abraçando o principal monumento da Igreja Católica do estado em gesto simbólico de compromisso com a consolidação do Sistema Único de Saúde e com uma assistência de qualidade aos cidadãos. Ainda houve uma revoada de três mil balões com o slogan “SOS SUS”, em alusão direta ao fato de que a rede pública de saúde necessita de socorro urgentemente, em especial no tocante a injeção de recursos.

“Assistimos a episódios recorrentes de corrupção sem que nada de efetivo seja feito, enquanto pessoas são obrigadas a conviver com um sistema de saúde caótico. A expressiva adesão ao movimento de hoje representa a insatisfação da sociedade com a Saúde, e a presença de setores tão distintos da sociedade só fortalece nossa luta”, afirma Florisval Meinão, presidente da APM.

Com o ato de 7 de abril, a Frente Democrática em Defesa do SUS inicia nova jornada para conscientizar a sociedade sobre o problema do subfinanciamento do sistema de Saúde. Hoje, o Brasil tem um dos mais baixos índices de investimento per capita do mundo. Para ter ideia, há décadas aplicamos menos no setor do que países como Argentina, Chile.

Esperança de mudanças já houve várias. Uma delas situou-se na regulamentação da Emenda Constitucional 29, de 2000. Porém, passada mais de uma década, o Congresso Nacional, em janeiro de 2012, normatizou a EC 29 com base em proposta defendida pelo Governo Federal, frustrando as expectativas de estabelecer o patamar de investimento de 10% das receitas correntes brutas da União.

Como resposta, distintos setores da sociedade civil criaram o movimento Saúde+10 e um projeto de iniciativa popular que recolheu mais de 2 milhões de apoiadores em um abaixo assinado. Entretanto, no início de 2015, mais uma vez o Congresso mostrou desdém ao clamor das ruas. Mexeu nos parâmetros do financiamento do SUS, por meio da PEC do Orçamento Impositivo, aprovada em segundo turno, no início de fevereiro, provocando perda (gradativa e cumulativa) de investimentos no setor. Agora, convivemos com o risco de ver agravada a difícil assistência aos cidadãos.

“O projeto popular Saúde+10 não foi para frente por influência do governo e agora o orçamento impositivo acabou engessando definitivamente o aporte para saúde, que não vai passar de 90 bilhões por ano. Para que o SUS realmente funcione, ele precisa no mínimo de 150 bilhões de reais”, destacou Marun David Cury, diretor adjunto de Defesa Profissional da APM.

Concretamente, a PEC do Orçamento Impositivo estabelece 15% da Receita Corrente Líquida como investimento mínimo da União em Saúde, que será atingido de forma escalonada: 13,2% em 2015, inferior aos 14,2% aplicados pelo Governo Federal em 2014; 13,7% em 2016; 14,1% em 2017; e 14,5% em 2018, até atingir 15% em 2019.

Devido à gravidade do problema, a Frente Democrática junta forças importantes para compor um calendário permanente de mobilização. Fazem parte do movimento a Associação Paulista de Medicina, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP), Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região (CREFITO-3), Sindicato dos Médicos de São Paulo, sociedades de especialidades médicas, Academia de Medicina de São Paulo, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), partidos políticos, centrais sindicais e associações, assim como conselhos de distintos profissionais da saúde (terapeutas, enfermeiros, dentistas e demais especialistas), Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas (ABCD), entre outros.

Durante a passeata até a Sé, o diretor de Defesa Profissional da APM, João Sobreira de Moura Neto, destacou a união de todos esses profissionais como um dos pontos fortes da Frente. Disse que o envolvimento de todos é um recado ao poder público. “É um apelo democrático em defesa do SUS e que expõe profundamente o desejo por um sistema de saúde justo, igual para todos, conforme a Constituição.”

Marly Lopes Alonso Mazzucato, diretora adjunta de Economia Médica, reforça: “A população precisa compreender que o financiamento do SUS tem de ser repensado, porque saúde é o bem maior de qualquer pessoa. O poder público deve trabalhar para o cidadão”.

REPERCUSSÃO

“O abraço foi bastante significativo, porque a Catedral é um dos principais símbolos de São Paulo.”

Mauro Aranha, vice-presidente do Cremesp

“Foi uma grande oportunidade para que todas as profissões da área da Saúde e também a população pudessem dar o seu recado. Não é um movimento de categorias profissionais, mas em favor da saúde pública do nosso estado e do nosso país.”

Claudio Miyake, presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.

“Nunca foi fácil trabalhar com Saúde, muito menos a pública, mas as coisas só estão piorando. Estamos em crise econômica e será um ano de muitos ajustes, que não devem ser feitos mais na área. Estamos em situação de insolvência e temos, ao contrário, que promover melhorias na área.”

Yussif Ali Mere, presidente do SindHosp,

“Existe um ambiente precário em todos os aspectos. Os modelos de gestão precisam ser repensados e aumentar o financiamento, que é o mais urgente, traria reflexos tanto na oferta de assistência à população como nas condições de trabalho do médico.”

Eder Gatti Fernandes, presidente do Sindicato dos Médicos

“A gestão atual está muito aquém do que a população espera, e isso causa impacto direto na prestação de serviço, porque as condições de trabalho também estão muito ruins. A falta de investimento tanto em políticas públicas quanto na questão de recursos humanos gera impacto negativo na assistência à população.”

Fabíola de Campos Braga Mattozinho, presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo

“Esta é uma iniciativa muito importante que Fernandópolis apoia.”

Márcia Zucchi Vidotti, presidente da Regional de Fernandópolis

Fotos: Osmar Bustos

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Cidadãos de São Paulo abraçam a Catedral da Sé em defesa do SUS

O Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, será marcado por uma celebração inusitada protagonizada por cidadãos das mais variadas regiões, profissões, credos e extratos sociais do estado de São Paulo. Em iminente demonstração de preocupação da sociedade com a fragilização atual da rede pública de assistência, milhares de populares sairão às ruas do Centro em Caminhada Cívica até à Praça da Sé, onde abraçarão a Catedral e respeitarão um minuto de silêncio em defesa do Sistema Único de Saúde e do artigo 196 de Constituição Federal de 1988**.

A Caminhada Cívica se iniciará às 9h, tendo como ponto de concentração o estacionamento da Associação Paulista de Medicina (APM), à rua Francisca Miquelina, 67. Haverá a participação de aposentados, estudantes, donas de casa, enfermeiros, médicos, advogados, dentistas, fisioterapeutas, economistas, jornalistas, só para citar alguns extratos.

No trajeto à Praça da Sé, será animada pelo som de milhares de apitos e cornetas, tendo ainda faixas, pirulitos e outros adereços com os dizeres SOS SUS.

Na Sé, por volta de 12h, quando da cerimônia de abraço à Catedral, 3 mil balões (também com a inscrição SOS SUS) serão soltos após a celebração de um minuto de silêncio.

Organização e objetivo

A Caminhada Cívica é organizada pela Frente Democrática em Defesa do Sistema Único de Saúde, formada por diversos representantes da Saúde, como profissionais de Medicina, cirurgiões-dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, além de outros ramos da sociedade civil, a exemplo da Comissão de Direito Médico da OAB-SP, Fecomercio e Fiesp, e parlamentares médicos, entre outros (lista de entidades abaixo).

Seu objetivo é retomar a luta da sociedade para aumentar o financiamento da saúde pública, iniciada com a Emenda Constitucional 29, de 2000, cuja regulamentação em janeiro de 2012 frustrou as expectativas de estabelecer o patamar de investimento de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde.

“Temos a preocupação com a questão da Saúde e a obrigação de organizar uma mobilização para relatar essa questão para a opinião pública e para sensibilizar as autoridades. Portanto, quanto mais gente estiver nas ruas, melhor será”, explica Florisval Meinão, presidente da APM, uma das entidades integrantes da Frente.

Ainda segundo Meinão, hoje a situação está consolidada, uma vez que os recursos públicos do Governo Federal já estão definidos na Constituição, equivalente a 13,2% da Receita Líquida para este ano, o que não acrescenta absolutamente nada. “A gente sabe que, ao longo dos anos, o Governo Federal foi reduzindo sua parcela de participação, deixando a tarefa de financiar o SUS para estados e municípios, muitos, inclusive, ultrapassando seus limites e capacidades financeiras.”

A PEC do Orçamento Impositivo, recentemente aprovada, determina investimento mínimo da União em Saúde de 15% da Receita Corrente Líquida, percentual a ser atingido de maneira escalonada: 13,2% em 2015, inferior aos 14,2% aplicados pelo Governo Federal em 2014; 13,7% em 2016; 14,1% em 2017; e 14,5% em 2018, até atingir 15% em 2019.

O percentual está muito aquém do preconizado como mínimo pela sociedade, de acordo com o projeto de lei de iniciativa popular assinado por mais de dois milhões de brasileiros e conhecido como Saúde+10: 10% da Receita Corrente Bruta, o que equivale a 18,7% da Receita Corrente Líquida.

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Frente Democrática prevê adesão importante à mobilização de 7 de abril

Mais uma vez, representantes da Frente Democrática em Defesa do SUS se reuniram na Associação Paulista de Medicina (APM), no dia 30 de março, para definir os últimos detalhes antes da mobilização de 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. Neste dia, são esperadas centenas de pessoas entre representantes de entidades médicas, instituições de outros segmentos, centrais sindicais, partidos políticos e a população. A concentração será na sede da APM [Rua Francisca Miquelina, 67 – Bela Vista], às 9h.

Organizar uma mobilização como esta, segundo o presidente da APM, Florisval Meinão, serve para relatar com mais clareza à população os inúmeros problemas da saúde pública. “Certamente, no dia 7 teremos um grande contingente de participantes.”

Com faixas, balões e adesivos personalizados com o slogan “SOS SUS”, os membros do movimento farão caminhada até a Praça da Sé, região central de São Paulo, e abraçarão a Catedral. Para o médico e vereador, Gilberto Natalini, abraçar a Catedral da Sé, além de inédito, é um ato significativo e importante. “Vamos participar desta ação simbólica em nome do SUS e da saúde pública”, complementa Natalini.

Serão distribuídos, ainda, saquinhos de lixo para carro personalizados, além de panfletos e apitos. “Estaremos todos na rua, afinal, este é o movimento do povo, que já não aguenta mais as longas filas de espera, emergências superlotadas, falta de leitos hospitalares, falta de medicamentos, dificuldades de marcação de exames, cirurgias ou consultas com especialistas. Precisamos vestir essa camisa e lutar até o fim em busca de uma saúde pública de qualidade”, destaca o diretor adjunto de Defesa Profissional, Marun David Cury.

Histórico

A Frente Democrática em Defesa do SUS, criada em 24 de novembro de 2014, é formada por diversos representantes da Saúde, como profissionais de Medicina, cirurgiões-dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, além de outros ramos da sociedade civil, a exemplo da OAB, Fecomercio e Fiesp, e parlamentares médicos.

O objetivo da Frente é retomar a luta da sociedade para aumentar o financiamento da saúde pública, iniciada com a Emenda Constitucional 29, de 2000, cuja regulamentação em janeiro de 2012 frustrou as expectativas de estabelecer o patamar de investimento de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde.

A PEC do Orçamento Impositivo, aprovada em 10 de fevereiro, determina investimento mínimo da União em Saúde de 15% da Receita Corrente Líquida, percentual a ser atingido de maneira escalonada: 13,2% em 2015, inferior aos 14,2% aplicados pelo Governo Federal em 2014; 13,7% em 2016; 14,1% em 2017; e 14,5% em 2018, até atingir 15% em 2019.

O percentual está muito aquém do preconizado como mínimo pela sociedade, de acordo com o projeto de lei de iniciativa popular assinado por mais de dois milhões de brasileiros e conhecido como Saúde+10: 10% da Receita Corrente Bruta, o que equivale a 18,7% da Receita Corrente Líquida.

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Frente Democrática em Defesa do SUS exige mais recursos para a saúde

O Sistema Único de Saúde (SUS) completa 27 anos em 2015, como relevante política de inclusão social. Desde sua aprovação na Constituição de 1988, é reconhecido por todas as forças democráticas, e em especial pelos atores da saúde, como essencial à universalização do acesso.

Contudo, a construção de um SUS de excelência ainda esbarra em obstáculos antigos. O subfinanciamento e a má gestão são entraves históricos; a implementação segue extremamente vagarosa e retrocessos são recorrentes.

Explica-se, então, o fato de a saúde ser preocupação e prioridade para os cidadãos, conforme demostra recente pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha, a pedido da Associação Paulista de Medicina (APM) e do Conselho Federal de Medicina (CFM). A população sofre com longas filas de espera, emergências superlotadas, falta de leitos hospitalares, falta de medicamentos, dificuldades de marcação de exames, cirurgias ou consultas com especialistas.

As dificuldades são consequência direta da falta de investimentos na saúde, que nunca foi tratada com a merecida atenção. Os números comprovam o descaso ao longo de anos e de seguidos governos. Na década de 80, a União era responsável por 75% dos investimentos na rede pública; hoje responde apenas por 45%, ou seja, transferiu para os Estados e Municípios a responsabilidade de financiar o SUS, a despeito de concentrar cada vez mais a arrecadação de impostos.

As bandeiras do financiamento, gestão responsável e competente, investimento em atenção básica, formação de profissionais bem qualificados etc. devem ser retomadas já. O remédio para a saúde passa pela defesa cidadã do SUS e de assistência digna aos brasileiros.

Mais recursos para a saúde dos brasileiros. Já!!


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Diretor da APM participa do XXIX Congresso do Cosems

Marun David Cury falou sobre ações da entidade em defesa do SUS e convidou todos a participarem da mobilização de 7 de abril, na capital paulista

O diretor adjunto de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina participou, nesta quarta-feira (18), em Campos do Jordão, do XXIX Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, que terá encerramento amanhã (20). Marun representou a Frente Democrática em Defesa do Sistema Único de Saúde, responsável pela organização do protesto que ocorrerá no próximo dia 7 em São Paulo, capital.

O objetivo do Congresso do Cosems é debater o SUS de forma mais ampla, destacando desafios e viabilidades para o funcionamento adequado do sistema, com melhorias no atendimento à população. Recebido por José Fernando Casquel Monti, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e ex-presidente do Cosems/SP, Marun David Cury ressaltou as várias ações que a APM já realizou ao longo da década em defesa da saúde pública.

“Já organizamos e executamos inúmeras campanhas em apoio ao SUS, exigindo que o poder público reavalie os investimentos destinados à Saúde, pasta que deve ser priorizada. Destaquei os esforços da APM no sentido de aprovar a emenda 29, impugnada pela presidente da República, e o projeto de iniciativa popular, que cobra aplicação de 10% da renda bruta da União na Saúde. E ainda falei sobre os riscos de um cenário mais caótico com a aprovação do orçamento impositivo (lei matéria completa aqui). É fundamental que haja movimentação em todo o país, e o Brasil está se mobilizando para tentar sensibilizar o Executivo”, pontuou Marun.

O diretor da APM apresentou aos participantes proposta para que apoiem o movimento de 7 de abril, na capital paulista, convidando a todos a integrarem a ação. A Frente Democrática é formada pela APM, o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Cremesp), entre outras entidades. (clique aqui para informações completas sobre a Frente Democrática e a mobilização de 7 de abril)

Estavam presentes no Congresso cerca de 300 prefeitos e número equivalente de secretários municipais de Saúde.

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por Adriane Pancotto – foto: divulgação


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7 de abril: No Dia Mundial da Saúde, sociedade vai às ruas em defesa do SUS

Na última segunda-feira (16), membros da Frente Democrática em Defesa do Sistema Único de Saúde se reuniram pela quarta vez na Associação Paulista de Medicina (APM) para definir os detalhes finais do movimento de 7 de abril, Dia Mundial da Saúde.

O atual momento é favorável para que ocorra uma manifestação, segundo o presidente da APM, Florisval Meinão. Isso porque a população já não aceita mais as coisas que vêm nos pacotes prontos, basta acompanhar as notícias dos últimos dias.

“Temos a preocupação com a questão da Saúde e a obrigação de organizar uma mobilização para relatar essa questão para a opinião pública. Para isso, cada entidade precisa influenciar suas áreas para que tenhamos um grande contingente. Quanto mais gente estiver nas ruas, melhor será”, explica o presidente da APM.

O diretor adjunto de Defesa Profissional, Marun David Cury, concorda e reitera que hoje a situação política do país está muito propícia para este tipo de manifestação. “Vamos colaborar para que este seja um grande movimento, com impacto significativo.”

Esforços para isso não faltam. Prova disso é que durante o XXIX Congresso do COSEMS/SP – Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo –, que ocorrerá entre 18 e 20 de março, em Campos do Jordão/SP, um participante da Frente Democrática irá apresentar o movimento e conclamar prefeitos e secretários municipais a aderirem à mobilização de 7 de abril.

“Cada um precisa se organizar e trazer o maior número de público para este dia. É importante batalhar, pois a situação do SUS só piora”, afirmou o médico e vereador da cidade de São Paulo Gilberto Natalini.

Trajeto
A concentração será na Sede da APM [Rua Francisca Miquelina, 67 – Bela Vista], às 9h. De lá, médicos, representantes e a população seguirão à Praça da Sé, segurando faixas, além de balões e adesivos personalizados com o slogan “SOS SUS”, identidade criada pela Frente Democrática em Defesa do Sistema Único de Saúde.

Ao chegar à Praça da Sé, os participantes da mobilização, em sinal de protesto, farão um minuto de silêncio e, diante de uma ação simbólica, abraçarão a Catedral da Sé. Um palanque será montado para que as lideranças possam expor opiniões sobre a insuficiência de financiamento do SUS e a situação precária da saúde pública.

Para evitar lixo na rua, os organizadores da manifestação também distribuirão saquinhos de lixo para carro personalizados. A organização do movimento disponibilizou panfleto de convocação, assim, cada entidade poderá inserir o logo e contatos.

Para realizar este movimento, a Frente Democrática criou um grupo menor, composto de representantes de vários segmentos, para contribuir com as propostas de 7 de abril. Entre as principais responsabilidades da comissão estavam definir o trajeto, o horário de concentração na sede da APM, além de atividades do dia, faixas e carro de som.

Este grupo, desde que foi criado em 23 de fevereiro, já realizou duas reuniões e contou com a participação de representantes do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP), Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região (CREFITO-3), PSB, APM e Câmara Municipal de São Paulo.

Histórico
A Frente Democrática em Defesa do SUS, criada em 24 de novembro de 2014, é formada por diversos representantes da Saúde, como profissionais de Medicina, cirurgiões-dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, além de outros ramos da sociedade civil, a exemplo da OAB, Fecomercio e Fiesp, e parlamentares médicos, como o vereador Gilberto Natalini e o recém-eleito deputado federal Sinval Malheiros, entre outros.

O objetivo da Frente é retomar a luta da sociedade para aumentar o financiamento da saúde pública, iniciada com a Emenda Constitucional 29, de 2000, cuja regulamentação em janeiro de 2012 frustrou as expectativas de estabelecer o patamar de investimento de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde.

A primeira reunião da Frente, segundo o presidente da APM, Florisval Meinão, avaliou a situação da Saúde no país, a gestão e o financiamento do SUS. “Nesta época, a emenda do orçamento impositivo estava prestes a ser votada e tínhamos planejado contato com os deputados, a fim de garantir que a votação não ocorresse rapidamente, mas fomos surpreendidos e na semana seguinte a PEC foi aprovada em segundo turno.”

Ainda segundo Meinão, hoje a situação está consolidada, uma vez que os recursos públicos do Governo Federal já estão definidos na Constituição, equivalente a 13,2% da Receita Líquida para este ano, o que não acrescenta absolutamente nada. “A gente sabe que, ao longo dos anos, o Governo Federal foi reduzindo sua parcela de participação, deixando a tarefa de financiar o SUS mais para os estados e municípios, muitos, inclusive, ultrapassam seus limites e capacidades.”

A PEC do Orçamento Impositivo, aprovada em 10 de fevereiro, determina investimento mínimo da União em Saúde de 15% da Receita Corrente Líquida, percentual a ser atingido de maneira escalonada: 13,2% em 2015, inferior aos 14,2% aplicados pelo Governo Federal em 2014; 13,7% em 2016; 14,1% em 2017; e 14,5% em 2018, até atingir 15% em 2019.

O percentual está muito aquém do preconizado como mínimo pela sociedade, de acordo com o projeto de lei de iniciativa popular assinado por mais de dois milhões de brasileiros e conhecido como Saúde+10: 10% da Receita Corrente Bruta, o que equivale a 18,7% da Receita Corrente Líquida.

A próxima e última reunião da Frente Democrática antes do movimento do dia 7 de abril está prevista para 30 de março, na APM.

Por: Alessandra Sales
Foto: Osmar Bustos

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Saúde+10: confirmado o movimento para o dia 07 de abril

Frente democratica em defesa do SUS Ft. Isabela Tellerman  (12)A Associação Paulista de Medicina sediou, em 23 de fevereiro, mais uma reunião da Frente Democrática em Defesa do Sistema Único de Saúde, que reuniu público bastante seletivo, entre representantes de entidades médicas, instituições de outros segmentos, centrais sindicais e partidos políticos.

O objetivo deste encontro foi retomar as discussões após a aprovação da PEC do Orçamento Impositivo, em 10 de fevereiro, na qual a base governamental inseriu indevidamente a questão do financiamento da saúde pública. A PEC determina investimento mínimo da União em Saúde de 15% da Receita Corrente Líquida, percentual a ser atingido de maneira escalonada: 13,2% em 2015, inferior aos 14,2% aplicados pelo Governo Federal em 2014; 13,7% em 2016; 14,1% em 2017; e 14,5% em 2018, até atingir 15% em 2019.

O percentual está muito aquém do preconizado como mínimo pela sociedade, de acordo com o projeto de lei de iniciativa popular assinado por mais de dois milhões de brasileiros e conhecido como Saúde+10: 10% da Receita Corrente Bruta, o que equivale a 18,7% da Receita Corrente Líquida.

Como até a última reunião da Frente Democrática, no dia 26 de janeiro, a PEC ainda não tinha sido aprovada em segundo turno na Câmara, os representantes haviam decidido organizar uma entrevista coletiva à imprensa, prevista para o dia 27 de fevereiro, a fim de denunciar os fatos à população e tentar sensibilizar os parlamentares.

“A aprovação ocorreu antes do esperado e agora mais do que nunca precisamos retomar com muita força o movimento com todos os setores da sociedade. Os detalhes do grande movimento em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, serão definidos em uma próxima reunião, já marcada para 16 de março, na Sede da APM. Criamos, inclusive, uma comissão com representantes de vários segmentos para ajudar a encaminhar as propostas”, esclareceu o presidente da APM, Florisval Meinão.

Para o médico e vereador Gilberto Natalini, o SUS está sob ataque e a população, fragilizada. “A construção do SUS ocorreu com muitos sacrifícios, entre altos e baixos, e números elevados de atendimentos. Em média, são 450 milhões de consultas por ano, 3,5 bilhões de procedimentos e quase 5 milhões de partos. Isso mostra que necessitamos melhorar o financiamento do sistema.  Precisamos explicar para a população que se está ruim com o SUS, pior ficará sem ele.”

Participaram desta segunda reunião de 2015 da Frente Democrática entidades representativas de vários setores, entre elas, Academia de Medicina de São Paulo, Conselho Regional de Medicina, Sindicato dos Médicos de São Paulo, Associação Brasileira de Mulheres Médicas Seção São Paulo (ABMM-SP), seção SP da Ordem dos Advogados do Brasil, centrais sindicais como a CUT, Nova Central, Força Sindical e UGT, Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD), Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP), Fecomercio, Conselho Municipal de Saúde de São Paulo (CMS-SP), Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP), Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região (CREFITO-3), Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (FEHOSP) e a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), entre outras.

Por: Alessandra Sales
Fotos: Isabela Tellerman